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domingo, 14 de agosto de 2016

Dia dos Pais e indicação de filme

Domingo, dia dos pais. Mais um que passo longe do meu, separada pela distância física. Pais, são tantos tipos. Existem aqueles presentes, amáveis e que dão o sangue desde sempre. Os que não chegam a conhecer seus filhos, por muitos motivos. Os que conhecem mas que partem, por vontade ou não. Não era planejado, mas por "acaso", vendo o Menu do Netflix, escolhi o filme "Não olhe para trás", com o excelente Al Pacino. 


A escolha foi despretensiosa, e a sinopse me prometeu um filme sobre astro de rock, drogas, e uma carta de John Lennon que chegou um pouco tarde, 40 anos depois de escrita. Não achei que a história iria se desenvolver ao campo de relação entre pai e filho e, UAU, esse filme me surpreendeu demais e acabou sendo uma ótima escolha e indicação para o Dia dos Pais.

Inspirado em fatos reais, o filme conta a vida de Danni Collins, que viveu aquela clássica vida de astro, dinheiro, fama, drogas, e acabou não sendo leal com sua música, com si próprio e com suas escolhas. Teve um filho que nem sequer conheceu e, de presente de aniversário do seu amigo e empresário, recebe uma carta, escrita por John Lennon e Yoko para ele no início de sua carreira. E a semente está lançada!

Nem todos os pais são pais desde o primeiro dia. Há pais que infelizmente não se sentem preparados para tamanha responsabilidade, ou que simplesmente não puderam ou não quiseram. Mas é tarde para mudar isso? Uma carta que chega 40 anos de atraso, trazendo reflexões, é tarde para causar mudanças?

Não se assim for sua vontade. Não se fores persistente. Não é, ou não deveria ser tarde para pais que decidem assumir seu papel. Pode haver raiva, ressentimento, e muitas dificuldades no caminho, mas enquanto houver a consciência da brevidade da vida e do agora como única certeza, o perdão pode vencer. 

Achei nesse site a carta original que inspirou o filme. Ela foi bastante modificada no roteiro, mas continua sendo uma preciosidade.


“Caros Steve Tilston & Richard Howell Ser rico não muda a sua vida no modo de pensar. A única diferença basicamente é que você não precisa se preocupar com dinheiro – comida – teto – etc, mas todas as outras experiências – emoções – relacionamentos – são os mesmos que os de qualquer um. Eu sei, já fui rico e pobre, assim como Yoko (rica – pobre – rica) então o que você acha disso?
Com amor, John & Yoko
(tradução do site Vishows)


domingo, 10 de julho de 2016

Filme: Em nome de Deus


Mais um filme assistido no nosso queridinho Netflix. Em nome de Deus é daqueles filmes que revoltam, que questionam, que amargam. Quantas atrocidades foram feitas em nome de Deus? 
Essa história se passa na década de 60, na Irlanda, e conta a vida de quatro mulheres que foram levadas a um convento por seus familiares, a fim de purificar suas almas. Qual o crime/pecado delas?
Margaret foi estuprada por seu primo em uma festa de casamento (SIM, esse foi seu pecado, ser vítima de estupro)! Bernadette morava em um orfanato, e foi levada a esse convento por representar um perigo para os homens por sua beleza e seus modos. Rose e Crispina: mães solteiras. Lá, nesse lugar, elas eram obrigadas a obedecer em tudo as "irmãs religiosas", a trabalharem como escravas lavando e passando roupas, tudo isso sem dizer uma palavra, sem conversar umas com as outras durante o trabalho ou refeições, sofrendo humilhações e castigos físicos e psicológicos. E sim, os próprios pais as levavam para esse lugar, por terem envergonhado a família por seus pecados, e as abandonavam lá, sem considerá-las mais como filhas. 
O filme se baseia em fatos reais, estima-se que cerca de 30 mil mulheres na Irlanda tenham sido levadas a locais como esse, mantidos por religiosas da Igreja Católica, e apenas na década de 90 esses lugares foram abolidos. 
Freiras, carrascas, zombeteiras, religiosas que se aproveitam da sua posição na sociedade cega para fazer coisas em Nome de Deus, mas coisas que o próprio Deus da religião cristã jamais aprovaria. Como medir tamanha hipocrisia? 
Como aceitar uma sociedade que pune as mulheres, por serem motivo da perdição dos homens, pois são fracos? E então, elimina-se o mal pela raiz: tira-se do caminho essas mulheres que são motivos de perdição das almas dos homens, e assim, salvam-se todos. Escravizam-nas e colocam-nas nos mais cruéis sofrimentos, desumanizando essas vidas. 
Sou cristã, e continuo sendo. E sei que é triste demais ver tantas coisas inaceitáveis na história de uma religião. Mas acredito e espero acreditar que isso não tenha a ver com religião, que isso tenha a ver com pessoas ruins que se utilizam de máscaras e posições sociais para praticar suas maldades. Em todas as religiões existem coisas inaceitáveis: vemos aos montes extremistas islâmicos que matam em nome de Alá. E o islamismo é ruim por conta disso? Não. Penso que a intenção e a essência das religiões seja o amor (pelo menos Jesus Cristo pregou o amor acima de tudo). Mas muitos homens insistem em fazer coisas terríveis em nome de Deus, como se Deus brincasse de xadrez, onde nós fôssemos as peças. 
Filmes assim nos levam a pensar sobre o que é aceitável. Sobre como devemos olhar as aberrações feitas no passado e lutar para que elas não se repitam. 

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Sugestões Netflix

Sabe aquela vontade de assistir um filme gostoso? Embaixo das cobertas, com direito a pipoca e chocolate quente? Aí você liga o Netflix e fica perdido no meio de tantas opções?

Pois aqui vão duas indicações de filmes que eu gostei muuuuuito!


A vida de outra mulher (2012)


Um filme francês, claro! Com a incrível Juliette Binoche, ele vai contar a história de uma mulher que um dia acorda sem se lembrar dos últimos 15 anos de sua vida. Fica surpresa em descobrir que teve um filho, que está enfrentando o término do casamento, que se tornou uma empresária bem sucedida, entre outras coisas que eu vou deixar pairando no ar... É um filme para refletir sobre as atitudes que estamos tomando hoje: para onde elas vão nos levar? Será que o meu EU de agora vai se sentir feliz e orgulhoso com o EU de daqui 15 anos?


O que nós fizemos no nosso feriado (2014)


Sinopse do Filmow: Doug e Abi estão levando seus três filhos em uma viagem para a Escócia para uma grande reunião de família. Eles estão no meio de um divórcio difícil, e pediram às crianças para mantê-lo em segredo do restante da família.  Porém uma mudança inesperada dos acontecimentos acaba trazendo outros problemas à tona e obrigando a família a colocar de lado suas diferenças e trabalhar juntos sob o risco de perder o que mais lhes importa.


Eu definiria esse filme como uma tragicomédia.
Se estiver afim de dar risada e de leveza, esse é o filme. Apesar de tratar temas como divórcio, e outros (que se dissesse aqui seria Spoiler), ele o trata de maneira leve...
Mostra a simplicidade e a pureza do coração das crianças, dando um baita chacoalhão nos adultos que se prendem a tão pouco.


Um amorzinho de filme que vale a pena ser assistido <3